O vereador Rondinelli Carlos (PMN) sentou na cadeira de presidente da Câmara Municipal de Mossoró para conduzir a sessão que vota o Projeto de Lei Complementar proposto pela prefeita Rosalba Ciarlini (PP) com o objetivo de retirar o desconto da contribuição sindical dos contracheques dos servidores.

Na ausência da presidente Izabel Montenegro (MDB) e do primeiro vice-presidente Flávio Tácito (PC do B), a sessão deveria estar sob condução do vereador Alex do Frango (PMB) seguindo a ordem da mesa.

O tumulto começou no momento em que Rondinelli pôs o projeto em votação e passou a ignorar as manifestações dos vereadores da oposição. O líder oposicionista Gilberto Diógenes (PT) chegou a se alterar e partir para cima de Rondinelli e Alex Moacir (MDB), mas foi segurado por colegas.

Alex reivindicou assumir a condução dos trabalhos, mas Rondinelli se recusou a ceder a cadeira ao colega. Neste momento Raério Araújo (PRB) e Sandra Rosado (PSDB) discutiam de forma áspera.

Seguranças chegaram a entrar no plenário para evitar que o tumulto se tornasse ainda mais grave.

Aí houve mais tumulto e a sessão que chegou a ser encerrada por Alex do Frango em outro microfone da mesa terminou por ser suspensa para acalmar os ânimos.

Rondinelli sequer faz parte da mesa e só poderia presidir a sessão em caso de ausência dos membros da direção da casa conforme deixa claro o Regimento Interno da casa em seu artigo 38:

CAPÍTULO III Da Substituição da Mesa

Art. 38 – Em suas faltas ou impedimentos, o Presidente da Mesa será substituído pelo 1° Vice-presidente e, estando este ausente, pelo 2° Vice-presidente.

Parágrafo Único – Não estando presentes ambos substituirão o Presidente, sucessivamente, o 1° e o 2° Secretários.

Art. 39 – Ausentes, em Plenário, os Secretários, o Presidente convidara qualquer Vereador para a substituição em caráter eventual.