Vítima Leila Dias Rolim. ( Foto: Arquivo da Família )
Foi enterrado na tarde desta última quinta-feira (20) o corpo da mulher que foi espancada após invadir uma casa no bairro do Bessa, zona norte de João Pessoa. Após entrar na residência ela teria agredido duas crianças e causado uma confusão no local. De acordo com informações da Polícia ela estava sob efeito de drogas. O suspeito pelas agressões foi liberado depois de prestar depoimento e alegar legítima defesa.

O corpo de Leila Dias Rolim foi velado e sepultado no cemitério Cristo Redentor, em João Pessoa. Amigos e familiares estiveram presentes para dar o último adeus ao jovem, que morreu na última terça-feira (18), após invadir uma residência no bairro do Bessa.

O dia do crime

De acordo com as investigações ,ela estava transtornada e já chegou agredindo os moradores, inclusive crianças. Foi então que o dono da casa reagiu, entrando em luta corporal com ela.

“Ele tentou contê-la e entrou em luta corporal com ela. Vizinhos vieram e também ajudaram a conter a vítima”, disse o delegado  Ademir Fernandes.

O homem apontado como responsável pelas agressões foi levado para a delegacia a fim de prestar depoimento. Ele foi liberado logo em seguida. O delegado entendeu o que o ato foi em legítima defesa.

“Nosso entendimento foi que ele agiu em legítima defesa em princípio todas as pessoas e as circunstâncias levam a crer que foi assim que aconteceu”, relatou o delegado Ademir.

Apesar da posição do delegado, a família da vítima contesta a versão. A mãe da jovem diz que ela foi agredida brutalmente até a morte.

“Ela foi agredida brutalmente e assassinada, porque se ele disse que foi legítima defesa porque ele não tem hematomas? Nem a criança que eles falaram que ela agrediu. Eu fui lá e vi a criança, um bebê de 11 meses, e não tinha hematomas, nenhuma escoriação”, relatou a mãe de Leila.

Imagem/Reprodução

Uma nova descoberta da polícia

A polícia descobriu que pouco antes de morrer Leila estava em uma padaria, muito próximo ao local. Lá houve uma confusão com um homem, ainda não identificado. Ela teria sido empurrada e depois perseguida e isso teria motivado a Invasão à residência.

Um vídeo da confusão no estabelecimento comercial já está com a polícia, no entanto o delegado não divulgou as imagens para não atrapalhar as investigações.

“Tinha um homem que estava perseguindo ela e ela estava fugindo desse homem. Daí ele disse que ela tinha pego uma bolsa, mas ela não estava com nada e ela entrou nessa casa. Segundo o que a pessoa falou tinha um casal lá na frente e depois a testemunha não viu mais nada”, disse a mãe.

A mãe não sabe informar se a Leila usou drogas ou se ela foi vítima de um surto motivado pelo medo.

Processos contra a vítima

No site do Tribunal de Justiça da Paraíba alguns processos contra a vítima estão em andamento.

O primeiro do dia 5 de maio de 2017 ela é acusada de invasão a estabelecimento ameaça e e desobediência

O segundo é do dia 30 de junho do mesmo ano nesse ela responde por invasão de domicílio ato obsceno desobediência e contravenções penais

Em Outro processo já em 2018 no dia 10 de junho ela está sendo acusada pela própria mãe por injúria e ameaça além dessas existem outras três tramitações judiciais onde Leila aparece em uma partida de bens familiares partilha

Mesmo já tendo sido vítima da própria filha a mãe pede justiça e que os fatos sejam esclarecidos o mais rápido possível