© Ricardo Stuckert / Divulgação

Os investigadores do Ministério Público Federal (MPF) não vão mais periciar os recibos de aluguel apresentados pelo ex-presidente Lula, no processo que o acusa de receber um apartamento da Odebrecht como propina, em troca de contratos com a Petrobras.

O imóvel, localizado ao lado da casa onde vive o ex-presidente, de acordo com as investigações, teria sido adquirido por um laranja, o empresário Glaucos Costamarques. Já a defesa do petista contesta e diz que Lula alugava o apartamento a Costamarques, chegando a apresentar os recibos referentes aos pagamentos mensais.

No entanto, segundo informações do portal G1, os procuradores consideraram esses recibos ideologicamente falsos e produzidos para dar aparência de legalidade a atos ilícitos. Por isso, protocolaram documento sobre a desistência de periciá-los, conforme publicação no site da Justiça Federal (JF), nesta manhã (18).

“Após a colheita da prova oral, não mais persiste a postulação de realização de prova pericial porque os aspectos pontuais atinentes à confecção dos documentos de que se trata, que se pretendia aclarar por prova técnica, já estão suficientemente elucidados”, considerou a força-tarefa, referindo-se ao depoimento de Costamarques.

A defesa do ex-presidente se pronunciou e afirmou que a perícia técnica não é necessária porque os recibos são autênticos. “(…) Está devidamente comprovada a autenticidade dos recibos apresentados bem como a quitação emitida em favor da inquilina, D. Marisa Letícia Lula da Silva, não havendo novos requerimentos a serem realizados por esta Defesa”, escreveram os advogados.

Um perito particular contratado pela defesa do ex-presidente disse que os documentos com datas de 2011 a 2015 foram assinados em datas diferentes.

Ainda nesta manhã, Costamarques anexou ao processo novas cópias de recibos. Agora, cabe ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, decidir sobre o assunto.