Contudo, segundo o delegado, a polícia ainda aguarda o laudo pericial do ITEP para confirmar a versão. ( Foto: Cleto Filho )

Em coletiva à imprensa, realizada nesta sexta-feira (15), o Delegado Municipal de Caicó, Leonardo Germano, responsável pela investigação do caso Zaira Cruz, universitária encontrada morta durante o Carnaval em Caicó, no dia 2 de março, informou que há indícios de que ela tenha sofrido violência sexual.

Contudo, segundo o delegado, a polícia ainda aguarda o laudo pericial do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) para confirmar a versão. “A vítima estava no ciclo menstrual, mas podemos adiantar que existe indicativo de que houve estupro. Estamos aguardando o laudo pericial do ITEP que vai apontar se houve violência sexual ou não”, explicou.

Leonardo Germano informou que a polícia ainda não tem a motivação do crime, mas tem a dinâmica de como ele teria ocorrido. Segundo ele, Zaíra foi morta por volta das 2h da manhã. A jovem e o acusado eram amigos e mantinham relacionamento há algum tempo.

Câmeras de segurança mostraram que o acusado chegou na casa em que estava hospedado às 3h28. Segundo o laudo da perícia, Zaíra já estaria morta nesse momento, deixando claro que a jovem teria sido assassinada em local diferente de onde o corpo foi encontrado.

Ainda na coletiva de imprensa, Odilon Teodósio, Adjunto da Delegacia Geral, contou que o mandando de prisão contra o Sargento da PM, Pedro Inácio, foi expedido na manhã desta sexta-feira (15) e ele foi encaminhado para exames de corpo de delito e entregue ao sistema prisional.

“O Pedro vai continuar preso e, havendo condenação ao final, será aberto procedimento administração para excluí-lo dos quadros da Policia”, explicou o Odilon. O Delegado também falou sobre o vazamento do laudo que mostrou a causa da morte de Zaíra. Segundo ele, a divulgação antecipada prejudicou as investigações. “A divulgação do laudo poderia ter ocasionado a fuga do suspeito. Vamos ter uma apuração da corregedoria para saber como este laudo vazou”.

O delegado ainda elogiou a agilidade nas investigações. “Em menos de 15 dias foi possível convencer a Justiça da preventiva do suspeito e também da busca em apreensão. É um crime que a gente espera que não se repita. O que nos temos que enxergar é o alto nível de responsabilidade da equipe. Talvez agora o delegado Dr. Leonardo Germano consiga dormir”, finalizou.