Ao menos 13 pessoas ainda eram consideradas desaparecidas; prédios vizinhos aos que desabaram foram interditados e evacuados. ( Foto: Julia Arraes/GloboNews )

As buscas por desaparecidos na tragédia da Muzema, comunidade na Zona Oeste do Rio, entram no segundo dia neste sábado (13). Ao menos 17 pessoas são consideradas desaparecidas no local onde dois prédios desmoronaram no início do dia anterior.

Pela manhã, uma equipe de mais 30 bombeiros chegou ao local para reforçar os trabalhos. Cães farejadores auxiliam nas buscas. Ao todo, o resgate conta com mais de 100 militares, cães farejadores, drone, helicópteros, ambulâncias e viaturas de recolhimento de cadáveres.

Por volta das 10h, o Corpo de Bombeiros atualizou a lista de vítimas resgatadas e de desaparecidos. Segundo a corporação, 15 pessoas foram retiradas dos escombros, das quais cinco já estavam mortas. Das dez que foram resgatadas com vida, duas morreram em hospitais da cidade. Com isso, chegava a sete o número de mortos na tragédia.

Até o fim da noite de sexta, os bombeiros consideravam haver ainda ao menos 12 desaparecidos. Nesta manhã, a lista foi revista e as equipes creem que há 17 pessoas ainda em meio aos escombros.

A última morte confirmada foi a de Hilton Guilherme Sodré de Souza, de 13 anos. Ele foi retirado com vida dos escombros após mais de 15 horas soterrado. Os pais dele, Hilton Berto Rodrigues Souza e Maria de Nazaré Sá Sodré, estão entre os desaparecidos.

Com fratura em uma das pernas e ferimentos no rosto, mas consciente, o garoto deixou o local de ambulância e foi levado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea. Ele morreu pela manhã, enquanto era submetido a uma cirurgia.