Ministério da Segurança pública da Argentina, e o Ministro de Segurança Pública do Brasil, Sergio Moro. ( Foto: Assessoria )

Os governos do Brasil e da Argentina firmaram um acordo nesta sexta-feira (31) para proibir a entrada de 5 mil torcedores argentinos violentos durante a Copa América ou em quaisquer outros eventos esportivos.

O governo argentino, por meio do seu Ministério da Segurança, passou ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, uma relação com 5 mil nomes com histórico criminal ligado a torcidas organizadas no país vizinho.

Os nomes foram entregues à Divisão de Imigração da Polícia Federal para garantir a barração dessas pessoas na fronteira. As informações prestadas pelo governo argentino vão de documentação a dados biométricos.

Caso eles, ainda assim, consigam entrar em território brasileiro, serão barrados na porta dos estádios da Copa América a pedido do governo argentino. Apesar de ser firmado às vésperas do torneio, o acordo continuará vigorando por tempo indeterminado. “Estamos preparados para toda espécie de contingência. Temos tempo hábil para fazer isto”, disse Moro.

Os governos dos dois países trabalharão em conjunto para evitar a prática de crimes no contexto de eventos esportivos. Haverá especial ênfase nas seguintes áreas: crimes contra a vida e integridade física; tráfico e uso ilícito de armas, munições, explosivos e materiais tóxicos; atos terroristas, incluindo-se seu financiamento; promoção ou facilitação de evasão dos controles de segurança das fronteiras; crime organizado transnacional; e crimes que mereçam, segundo as leis aplicáveis da parte requerente, penas privativas de liberdade.

Apesar desse acordo específico firmado com o governo argentino, o Brasil fará uma triagem para evitar a entrada de torcedores violentos de todas as nacionalidades durante a Copa América