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A doméstica de 60 anos, Maria da Silva Oliveira, viu seus filhos pela primeira vez em 20 anos, desde que fugiu do marido agressor. O reencontro ocorreu nesta sexta-feira (1º), na 5ª Delegacia, em Campo Grande (MT).

Na época das agressões, a vítima chegou a pedir socorro de padres, pastores e um advogado. Ao se ver sem saída, a idosa foi embora de Mato Grosso do Sul para fugir do agressor, com quem viveu durante 13 anos.

“Na época não existia a Lei Maria da Penha, foi em meados de 1999 a 2000. Eu não queria separar, mas até um advogado que eu arrumei me mandou sumir porque senão iria morrer. Pensava nos meus filhos, levei eles embora para Porto Velho. Ele então ia atrás e os tomava. Não foi nem uma nem duas vezes que ele pegou o facão e a tesoura para me matar”, explicou.

O filho caçula da doméstica, Josué da Silva Rodrigues, de 33 anos, aproveitou o episódio para dizer que sempre sentiu a falta da mãe. “Estou feliz demais, a melhor notícia para começar o novo ano. Minha esposa me incentivou muito e eu sou grato demais a investigadora Maria Campos e outros policiais. Foi apenas uma manhã de conversa com ela e, em 15 minutos, ela já começou a encontrar parte da família”, afirmou.