Ex-governador Sérgio Cabral. ( Foto: © Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil )

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral pediu nesta quarta-feira (08), através de sua defesa, que seja concedida a prisão domiciliar. Além disso, os advogados remeteram ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) que, caso a solicitação de prisão domiciliar não seja aceita, que, ao menos, ele tenha direito a ficar preso em uma sala de Estado Maior.

A segunda opção é, como lembra reportagem do jornal “O Globo”, o tipo de “cela” em que se encontra o ex-presidente Luiz inácio Lula da Silva, que está desde abril em uma sala na Polícia Federal de Curitiba. Esse ainda é o caso do ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo.

A defesa de Cabral pretende que ele vá para uma das unidades da PM do Rio de Janeiro, de preferência no Centro da cidade.

No documento, a defesa afirma que “teve de travar batalhas” com o general Walter Souza Braga Netto, interventor federal na segurança do Rio, e com a Vara de Execuções Penais, na tentativa de conseguir a transferência para uma sala de Estado Maior. Mas, até agora, não obteve êxito.

Um dos argumentos usados pelos advogados é de que o ex-governador não apresenta riscos de fuga e não existe, portanto, a necessidade de que fique em um presídio. “Beira o histriônico suspeitar-se que o ex-Governador mais votado e conhecido do Rio de Janeiro, poderia, sequer empreender fuga ou de alguma forma frustrar eventual aplicação da lei penal. Além de um rosto mundialmente conhecido – impossível de passar despercebido em qualquer parte do mundo – o peticionário é homem de meia-idade, pai de cinco filhos (dois dos quais são menores), com pais vivos, todos residentes no Rio de Janeiro, onde foram nascidos e criados”, escreveram os advogado Renata Alves de Azevedo e Rodrigo Roca, de acordo com a publicação.